Milhares de cidadãos têm acorrido ao centro de apoio ao utente instalado na Marginal de Luanda para levantar documentos como passaportes e cartas de condução, situação que tem provocado fortes constrangimentos e longas filas desde o fim de semana.
De acordo com informações recolhidas pela imprensa, muitos utentes têm optado por pernoitar ao relento nas imediações do centro para garantir lugar na fila e conseguir atendimento no dia seguinte.
O centro de apoio foi criado pelo Ministério do Interior de Angola com o objetivo de facilitar a emissão e levantamento de documentos, sobretudo passaportes e cartas de condução, mas os utentes continuam a queixar-se de dificuldades no acesso ao serviço e da morosidade na entrega dos documentos.
Segundo dados apresentados pelas autoridades, existem atualmente mais de 30 mil passaportes por levantar e cerca de 10 mil cartas de condução pendentes, situação que tem contribuído para a grande afluência de cidadãos ao local.

Perante as reclamações e as longas filas registadas, o ministro do Interior, Manuel Homem, deslocou-se ao centro de apoio durante o fim de semana para acompanhar de perto o funcionamento do serviço e avaliar soluções para reduzir os constrangimentos.

O governante afirmou que é obrigação do ministério responder às preocupações dos cidadãos, lembrando que se trata de serviços pelos quais os utentes já efetuaram pagamentos.
“Os cidadãos reclamam por serviços pagos. E nós temos de fazer de tudo para minimizar os constrangimentos a que assistimos até agora”, afirmou o ministro.
Segundo Manuel Homem, os investimentos realizados pelo Executivo na modernização dos serviços administrativos deverão começar a produzir resultados nos próximos três meses, período em que se espera maior eficiência na emissão e entrega dos documentos.
Entretanto, enquanto o sistema não é normalizado, a procura pelo centro de apoio na Marginal continua elevada, com centenas de pessoas a formar filas durante horas para tentar regularizar a sua documentação.

