Um total de 13,36 milhões de angolanos declarou estar empregado em 2025, número que coloca a taxa de emprego em 63,7 por cento, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) no Anuário do Inquérito ao Emprego em Angola.
O relatório mostra que o mercado de trabalho nacional continua fortemente marcado pela informalidade, com cerca de quatro quintos da população empregada inserida no sector informal, enquanto a taxa de subemprego foi estimada em 2,1 por cento.


Já a taxa de desemprego entre pessoas com 15 ou mais anos foi fixada em 28,3 por cento, o equivalente a 5,28 milhões de cidadãos, revelando que o país ainda enfrenta desafios significativos na criação de oportunidades formais de trabalho.
Para a elaboração do estudo, o INE estimou que Angola tinha 36,40 milhões de habitantes em 2025. Desse total, 23,89 milhões vivem em áreas urbanas, correspondendo a 65,6 por cento da população, enquanto 12,5 milhões residem em zonas rurais, equivalente a 34,4 por cento.
Os dados indicam ainda que 57,7 por cento da população angolana tem 15 ou mais anos, faixa etária considerada economicamente activa e essencial para o crescimento do mercado laboral nacional.


Em termos demográficos, as mulheres continuam a representar a maioria da população, com 18,59 milhões de pessoas, equivalente a 51,1 por cento, enquanto os homens totalizam 17,81 milhões, ou 48,9 por cento.
Especialistas defendem que os números demonstram avanços no emprego, mas alertam que o grande desafio passa por transformar postos informais em empregos estáveis, produtivos e com protecção social, capazes de impulsionar a economia.
Com uma população jovem e em crescimento, Angola mantém a necessidade de acelerar investimentos, diversificação económica e formação profissional para absorver a procura crescente por trabalho nos próximos anos.

