O empresário nigeriano e homem mais rico da África, Aliko Dangote, foi nomeado pela revista TIME como uma das 100 pessoas mais influentes do mundo em 2026, integrando a prestigiada lista TIME100 na categoria “Titãs”, que reconhece líderes globais com impacto económico, político e social.
A distinção coloca Dangote novamente no centro do mapa empresarial mundial, sendo o único nigeriano incluído na edição deste ano. Esta é a sua segunda aparição na lista, após ter sido distinguido pela primeira vez em 2014, numa altura em que já era apontado como uma das figuras mais influentes do sector privado em África.
O perfil do empresário foi escrito por Tony Elumelu, que destacou a sua visão estratégica e capacidade de transformação económica, descrevendo-o como “incansável, resiliente e visionário”. Elumelu sublinhou ainda que Dangote representa a prova de que “os africanos podem gerar valor com os nossos próprios recursos no nosso continente”.

Com uma fortuna estimada em cerca de 28,5 mil milhões de dólares, Dangote construiu um dos maiores conglomerados industriais da África, através do Dangote Group, com presença dominante em sectores como cimento, açúcar, fertilizantes e sal, reforçando cadeias produtivas essenciais para o continente.
O destaque desta fase do seu império empresarial está na expansão da refinaria de petróleo de grande escala, com capacidade inicial de 650 mil barris por dia e planos de atingir 1,4 milhão de barris por dia, um projeto que visa reduzir a dependência africana de combustíveis importados e fortalecer a autonomia energética regional.


A TIME destacou ainda a influência global de Dangote ao lado de líderes políticos e figuras tecnológicas de topo mundial, reforçando o seu posicionamento como uma das vozes empresariais mais relevantes na transformação económica global.
A inclusão de Dangote na lista TIME100 reforça o peso crescente do capital africano na economia mundial, evidenciando a capacidade de grandes conglomerados do continente impulsionarem industrialização, integração regional e substituição de importações, com impacto direto no comércio, energia e crescimento económico sustentável.

