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Autor: Mavilde Vunge
A fintech britânica Wise apresentou um desempenho robusto no último trimestre, evidenciando a força estrutural do seu modelo de transferências internacionais num contexto global ainda marcado por volatilidade cambial e elevada concorrência no setor de pagamentos digitais. O aumento de 26% no volume de transações, para 49,4 mil milhões de libras, reforça a posição da empresa como um dos principais intermediários globais fora do sistema bancário tradicional. Do ponto de vista empresarial, o crescimento da base de clientes ativos em 22%, alcançando 11,3 milhões, demonstra não apenas expansão orgânica, mas também maior retenção e confiança no ecossistema da empresa. A…
A valorização do Florim húngaro após a derrota eleitoral de Viktor Orbán sinaliza uma mudança relevante na percepção de risco dos investidores sobre a Hungria, com impacto directo nos mercados cambiais, dívida soberana e fluxo de capitais. A moeda atingiu máximos de vários anos face ao euro e ao dólar, reflectindo expectativas de uma reorientação económica mais alinhada com padrões europeus. Do ponto de vista financeiro, o mercado reagiu à possibilidade de desbloqueio de cerca de 18 mil milhões de euros em fundos da União Europeia, até então congelados devido a divergências políticas e institucionais. Este potencial influxo de capital…
A crescente instabilidade no Estreito de Ormuz está a acelerar uma mudança estrutural no comércio marítimo global, com a Turquia a avançar com o ambicioso Canal de Istambul, um projecto avaliado em cerca de 20 mil milhões de libras. Inspirado no modelo do Canal de Suez, o plano visa criar uma rota alternativa com cobrança de portagens, reposicionando o país como um hub logístico estratégico entre a Europa e a Ásia. Do ponto de vista económico, o sucesso do modelo egípcio, que continua a gerar receitas bilionárias e fluxo consistente de divisas tornou-se uma referência para novos projectos de infraestruturas…
A ausência de acordo entre o Irão e os Estados Unidos, após 21 horas, mantém elevada a incerteza em torno do Estreito de Ormuz, um dos principais corredores energéticos do mundo. A posição iraniana de condicionar qualquer mudança à aceitação de um “acordo razoável” reforça o risco geopolítico e prolonga a instabilidade nos mercados globais. Do ponto de vista económico, a manutenção de tensões no Estreito de Ormuz representa uma ameaça directa à oferta global de petróleo, uma vez que uma parte significativa das exportações energéticas mundiais transita por esta rota. Qualquer disrupção, mesmo parcial, tende a pressionar os preços…
A participação de Angola nas Reuniões de Primavera do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional, que decorrem em Washington D.C., reforça a estratégia do país de intensificar a diplomacia económica num momento crítico de reposicionamento financeiro. O Governo procura consolidar a sua credibilidade junto de parceiros multilaterais e investidores, num contexto global marcado por volatilidade e maior selectividade na alocação de capital. A delegação angolana, liderada por Vera Daves de Sousa, integra decisores-chave como Manuel Dias e Luís Epalanga, sinalizando uma abordagem coordenada entre política fiscal, monetária e de planeamento. Esta composição evidencia a intenção de apresentar uma narrativa…
As inundações que assolam a província de Benguela deixaram um rasto de destruição humana e social, com pelo menos cinco mortos e mais de mil famílias desalojadas. A dimensão da tragédia, confirmada pelo governador Manuel Nunes Júnior, expõe a vulnerabilidade de comunidades inteiras perante fenómenos climáticos extremos, agravando condições já marcadas por carências habitacionais e fragilidade social. Nos bairros mais afectados, famílias inteiras perderam casas, bens essenciais e meios de subsistência, sendo forçadas a procurar abrigo improvisado. Muitas destas pessoas enfrentam agora uma realidade de incerteza, sem acesso imediato a alimentação adequada, água potável ou condições mínimas de higiene, o…
O investimento da Congolian Financial no Banco de Fomento Angola destaca-se como um dos casos mais expressivos de criação de valor no mercado de capitais angolano. Com a abertura de capital do banco, a posição inicialmente avaliada em 56,5 mil milhões de kwanzas valorizou para cerca de 132 mil milhões de kwanzas, gerando um ganho superior a 76 mil milhões, num desempenho que evidencia o potencial de retorno de investimentos estratégicos em ativos financeiros bem posicionados. Do ponto de vista empresarial, esta valorização reflete não apenas o desempenho financeiro robusto do BFA, mas também uma estratégia acertada de entrada num…
A projeção da McKinsey & Company de que o mercado de empréstimos poderá atingir cerca de 52 mil milhões de dólares até 2030 reflete o impacto direto da redução das taxas de juro na expansão do crédito. Num ambiente de financiamento mais barato, bancos e instituições financeiras tendem a aumentar a concessão de crédito, estimulando o investimento empresarial e o consumo, elementos-chave para o crescimento económico. Do ponto de vista financeiro, a descida das taxas de juro reduz o custo do capital, tornando o crédito mais acessível e incentivando empresas a expandirem operações, modernizarem infraestruturas e reforçarem liquidez. Este contexto…
O acompanhamento direto da construção do FPSO Kaminho pelo ministro Diamantino Azevedo, no âmbito do desenvolvimento do Bloco 20, sinaliza uma aposta estratégica de Angola na aceleração de projetos petrolíferos de elevado impacto económico. Com cerca de 50% da execução concluída, a infraestrutura surge como um ativo crítico para reforçar a capacidade produtiva e reposicionar o país no mercado energético africano. Do ponto de vista empresarial, o avanço do FPSO uma unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência representa um catalisador para atracção de investimento estrangeiro, sobretudo num contexto em que as grandes petrolíferas procuram ativos com potencial de retorno…
A participação da Comissão do Mercado de Capitais na 2.ª edição da Semana da Sustentabilidade, promovida pelo Instituto Nacional de Apoio às Micro, Pequenas e Médias Empresas, sinaliza um reforço estratégico da integração de critérios ESG (ambientais, sociais e de governação) no mercado financeiro angolano. Representada por Elmer Serrão, a instituição posiciona-se como agente ativo na promoção de práticas empresariais sustentáveis, alinhadas com tendências globais de investimento responsável. Do ponto de vista económico, iniciativas desta natureza refletem uma mudança gradual no paradigma de crescimento, onde a sustentabilidade deixa de ser apenas um elemento reputacional e passa a constituir um fator…
