O Morgan Stanley manteve inalteradas as suas projeções para o mercado internacional de petróleo, apontando para um cenário de preços elevados sustentados até 2026, impulsionados por restrições de oferta e tensões geopolíticas.
O banco estima que o Brent atinja uma média de 110 dólares por barril no segundo trimestre de 2026, recuando para 100 dólares no terceiro trimestre e estabilizando em torno de 80 dólares em 2027, refletindo uma normalização apenas gradual da cadeia global de abastecimento.
A análise indica que a recuperação da oferta global será lenta mesmo sob condições de reabertura parcial de rotas estratégicas como o Estreito de Ormuz.

O cenário base do banco prevê que as exportações permaneçam enfraquecidas no curto prazo, recuperem cerca de 70% entre maio e julho e só retornem a níveis estáveis no último trimestre do ano, criando um ambiente de preços estruturalmente elevados que beneficia produtores, mas pressiona custos de energia em cadeias industriais globais.
A valorização do petróleo acima dos 100 dólares por barril já reflete a sensibilidade do mercado às tensões entre Estados Unidos e Irã, que intensificam preocupações sobre possíveis interrupções no fluxo energético global.
Em paralelo, países produtores do Médio Oriente ajustaram os preços oficiais de exportação para a Ásia, com destaque para a Arábia Saudita, que elevou os prémios do seu crude para níveis recorde, sinalizando uma estratégia agressiva de maximização de receitas num ambiente de oferta limitada.


O cenário projeta ganhos significativos para empresas de exploração e produção, que beneficiam de margens elevadas, enquanto setores dependentes de energia enfrentam pressão sobre custos operacionais e inflação persistente.
Para investidores institucionais, o petróleo continua a ser um ativo estratégico de proteção contra volatilidade macroeconómica, embora com elevada exposição a riscos geopolíticos.
Os benefícios esperados incluem aumento de receitas fiscais para países exportadores e maior geração de caixa no setor energético global.
Contudo, os resultados também indicam desafios para o crescimento económico mundial, especialmente em economias importadoras de energia, onde a manutenção de preços elevados pode reduzir consumo e investimento produtivo.

