No âmbito das políticas públicas do Executivo angolano voltadas para o combate à seca e reforço da segurança hídrica, o Ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, avaliou o progresso de projectos estruturantes durante uma visita de trabalho à província do Namibe, a 18 de março.
A missão contou com o acompanhamento do Governador provincial, Archer Mangueira, e integra a estratégia do Executivo para implementar soluções duradouras que aumentem a resiliência das comunidades face à escassez de água e promovam o desenvolvimento sustentável nas regiões do sul do país.



As intervenções analisadas enquadram-se no Programa de Combate aos Efeitos da Seca no Sul de Angola (PCESSA), uma iniciativa estratégica que visa ampliar a disponibilidade de água, fortalecer a segurança hídrica e criar condições para o crescimento socioeconómico das comunidades rurais.
Durante a visita, foi destacado o avanço do projecto de reabilitação de 43 represas distribuídas pelos municípios da Bibala, Camucuio, Cacimbas, Lucira, Sacomar, Moçâmedes e Virei. Estas infra-estruturas são essenciais para melhorar a retenção e gestão de água, garantindo abastecimento regular para consumo humano e actividade agro-pecuária.

Do ponto de vista económico, o reforço da capacidade hídrica tem impacto directo na produtividade rural, especialmente na pecuária e agricultura, sectores-chave para a diversificação da economia angolana. A disponibilidade de água ao longo do ano contribui para maior estabilidade das comunidades e redução de riscos associados a choques climáticos.
A avaliação no terreno indica um grau de execução avançado, com a maioria das represas já intervencionadas. A entrega das infra-estruturas à população deverá ocorrer de forma faseada a partir do segundo semestre, estando a conclusão total prevista até ao final do ano.
Sob a ótica da sustentabilidade, o investimento em infra-estruturas hídricas reforça a adaptação às alterações climáticas e promove uma gestão mais eficiente dos recursos naturais, alinhando-se com práticas de desenvolvimento resiliente.
A iniciativa reafirma o compromisso do Executivo com a expansão de infra-estruturas essenciais, melhoria das condições de vida e promoção de um crescimento equilibrado, sustentado por soluções estruturais que garantam segurança hídrica e estabilidade nas regiões mais vulneráveis do país.

