A transição energética em Angola está a ganhar dimensão económica relevante, com a substituição progressiva das centrais térmicas a gasóleo por infraestruturas solares a gerar uma poupança anual estimada em 200 mil milhões de kwanzas para o Estado, segundo dados da PRODEL, citados pelo responsável de projectos José Salles.
Além da eficiência financeira, a mudança reduz significativamente a exposição do país à volatilidade dos preços internacionais dos combustíveis, ao eliminar o consumo de mais de 500 milhões de litros de gasóleo por ano, posicionando o sector energético como um dos principais vetores de equilíbrio orçamental e sustentabilidade fiscal.


Os activos solares já em operação, com destaque para os parques do Biópio e da Baía Farta, emergem como pilares desta nova arquitectura energética, garantindo poupanças expressivas de combustível e reforçando a previsibilidade de custos operacionais.
A estratégia empresarial do Estado passa por acelerar a entrada em funcionamento de novas centrais fotovoltaicas e descontinuar gradualmente unidades térmicas, reduzindo a complexidade logística e os custos associados à cadeia de abastecimento de combustível, ao mesmo tempo que aumenta a resiliência do sistema eléctrico nacional e cria condições mais competitivas para o sector produtivo.


O programa coordenado pela PRODEL prevê a instalação de 250 megawatts de capacidade solar e 590 megawatt-hora em armazenamento, abrangendo 60 localidades em várias províncias, o que amplia o acesso à electricidade e dinamiza economias locais.
A electrificação impulsiona a actividade empresarial, melhora a prestação de serviços públicos e cria um ambiente favorável ao investimento privado, consolidando a energia limpa como um activo estratégico não apenas ambiental, mas também financeiro e de desenvolvimento sustentável em Angola.

