A Zâmbia deverá deixar de arrecadar cerca de 200 milhões de dólares após a decisão de suspender impostos sobre combustíveis, numa tentativa de aliviar o impacto do aumento dos preços da energia sobre famílias e empresas.
A medida, implementada desde 1 de Abril, inclui a isenção do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) e a suspensão do imposto especial de consumo sobre a importação de gasolina e diesel por um período de três meses.
Segundo o ministro das Finanças, Situmbeko Musokotwane, a decisão surge como resposta directa à subida dos preços globais da energia, impulsionada pelo conflito no Médio Oriente.


O governante alertou que o risco mais imediato para várias economias africanas é uma possível crise energética nos próximos 12 meses, com efeitos sobre a inflação e os custos de produção.
As declarações foram feitas durante as reuniões do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial, em Washington, onde foram debatidos os principais desafios económicos globais.
De acordo com o Ministério das Finanças zambiano, o aumento dos preços da energia poderá agravar ainda mais a pressão sobre as finanças públicas, já fragilizadas em vários países africanos.

Apesar do apoio das instituições internacionais, Musokotwane defendeu a necessidade de reformas internas para reforçar a resiliência económica e melhorar a qualidade da despesa pública.
A Zâmbia junta-se, assim, a outros países africanos que enfrentam dificuldades acrescidas devido à volatilidade dos preços energéticos, num contexto global marcado por incertezas geopolíticas.

