A Yango enfrenta pressão operacional na Namíbia devido a atrasos prolongados na emissão de licenças para motoristas, situação que está a comprometer diretamente a geração de rendimentos no ecossistema da plataforma. A empresa alerta que, apesar do cumprimento dos requisitos legais, muitos profissionais aguardam há até 12 meses por aprovação regulatória, criando um bloqueio estrutural à atividade.
O entrave burocrático, associado ao funcionamento do Sistema Nacional de Informações de Trânsito e à atuação da Autoridade Rodoviária, tem gerado impactos financeiros significativos para os motoristas. Sem licenças definitivas, muitos são obrigados a recorrer a autorizações temporárias, aumentando os custos operacionais e reduzindo a rentabilidade num setor já sensível a margens.


Do ponto de vista económico, o cenário evidencia fragilidades no ambiente regulatório, com efeitos diretos sobre a sustentabilidade dos modelos de negócio baseados em plataformas digitais. A incerteza nos prazos e a ausência de comunicação clara criam riscos adicionais para a retenção de motoristas e para a expansão do serviço no mercado local.
A empresa classifica a situação como uma “crise de subsistência”, sublinhando que a maioria dos motoristas depende exclusivamente da atividade para sustentar as suas famílias. Neste contexto, a paralisação parcial da operação representa não apenas um problema empresarial, mas também um desafio social, com impacto na economia informal e no emprego.


Perante este cenário, a Yango apela ao Ministério das Obras e Transportes da Namíbia para acelerar os processos, introduzir maior transparência e criar mecanismos transitórios que permitam aos motoristas continuar a operar enquanto aguardam aprovação. A resolução do impasse será determinante para restaurar a confiança no setor e garantir a continuidade das operações num mercado cada vez mais dependente da mobilidade digital.

