O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou o tom contra Cuba ao afirmar que espera ter a “honra de tomar Cuba de alguma forma” e que “pode fazer o que quiser” com o país. As declarações foram feitas a jornalistas durante um evento no Salão Oval da Casa Branca.
A fala surge num momento em que Washington e Havana mantêm conversações para melhorar as relações bilaterais, historicamente tensas desde a revolução liderada por Fidel Castro em 1959, que afastou Cuba da esfera de influência norte-americana.
Pressão dos EUA inclui crise energética em Cuba

As declarações de Trump ocorrem enquanto Cuba enfrenta uma grave crise económica e energética, agravada por um bloqueio de petróleo imposto pelos EUA após a captura do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro, antigo aliado de Havana.
Segundo autoridades cubanas, nenhum carregamento de petróleo chegou à ilha nos últimos três meses, o que levou ao colapso da rede eléctrica nacional e a apagões prolongados em todo o país.
Relatórios citados pelo New York Times indicam que negociadores norte-americanos estariam a pressionar pela saída do presidente cubano Miguel Díaz‑Canel como parte de um eventual acordo entre os dois países.

Díaz-Canel, que assumiu a presidência em 2018 após Raúl Castro, afirmou que Cuba aceita diálogo com Washington apenas com respeito à soberania e ao sistema político do país.
Possível intervenção levanta preocupações históricas
Apesar de décadas de tensões entre Washington e Havana, os Estados Unidos têm evitado uma intervenção militar direta desde o acordo com a antiga União Soviética que pôs fim à Crise dos Mísseis de Cuba de 1962.
Até agora, a Casa Branca não apresentou base legal para qualquer eventual intervenção na ilha caribenha.

