O administrador executivo para as Operações da TAAG Linhas Aéreas de Angola, Iuri Neto, tem desempenhado um papel central no reforço da capacidade operacional da transportadora aérea nacional, ao impulsionar o maior programa de formação de pilotos e tripulantes de cabine já realizado na história da companhia.
De acordo com informações divulgadas pela própria empresa e dados recolhidos junto de profissionais do sector da aviação, a estratégia lançada desde a sua nomeação para o pelouro das operações tem privilegiado a capacitação de recursos humanos, com foco na formação de Pessoal Navegante Técnico (PNT) e Pessoal Navegante de Cabine (PNC).
Formação internacional de pilotos
Entre as iniciativas de maior destaque encontra-se o programa de formação de pilotos cadetes (Ab Initio), através do qual mais de 130 jovens angolanos foram encaminhados para formação em academias de aviação certificadas na África do Sul.

O projecto é considerado um dos maiores esforços de qualificação de pilotos já realizados pela companhia, numa altura em que a TAAG procura reforçar o seu quadro técnico para acompanhar a expansão das operações.
Reforço do quadro de tripulantes
Paralelamente à formação de pilotos, a companhia também promoveu diversos ciclos de recrutamento e capacitação de tripulantes de cabine, reforçando o número de assistentes de bordo.
O objectivo é preparar a empresa para responder ao crescimento das operações domésticas, regionais e intercontinentais, numa fase em que a companhia aérea procura ampliar rotas e melhorar os níveis de serviço.
Renovação geracional na aviação
Especialistas do sector consideram que a aposta na formação representa um passo importante para a aviação civil angolana, sobretudo na renovação geracional do pessoal navegante.
A medida também visa preparar profissionais capazes de operar aeronaves de nova geração que estão a ser integradas na frota da TAAG, num processo de modernização da companhia.
Analistas do sector defendem que o investimento contínuo em formação é um dos pilares para fortalecer a autonomia operacional da transportadora nacional, reduzindo a dependência de pilotos estrangeiros e consolidando o desenvolvimento do capital humano no sector da aviação.

