O sector dos serviços representa cerca de 46,8% do Produto Interno Bruto (PIB) de Angola, consolidando-se como o principal motor da economia nacional, à frente da indústria extractiva e transformadora (27,1%) e do sector agropecuário e florestal (25,2%).
Os dados foram avançados pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, durante a abertura da 75.ª Conferência do Conselho Internacional de Aeroportos de África.

O governante destacou que, dentro do sector dos serviços, a aviação assume um papel estratégico, com impacto directo no comércio, no turismo e na competitividade das economias africanas, num contexto em que a conectividade aérea se torna determinante para o crescimento económico e integração regional.
Neste quadro, o Executivo tem vindo a acelerar investimentos estruturantes em mobilidade, logística e conectividade, considerados pilares para dinamizar a economia. Entre as principais iniciativas, destaque para o reforço das infra-estruturas aeroportuárias, incluindo o Aeroporto Internacional Dr.
António Agostinho Neto, bem como projectos em curso nas províncias de Cabinda e Zaire e o lançamento de novos aeroportos em Mavinga e Cazombo, nas províncias do Moxico Leste e Cuando.


Segundo José de Lima Massano, o objectivo passa por assegurar a ligação aérea entre as 21 capitais provinciais, promovendo maior integração territorial e facilitando o escoamento de bens e a mobilidade de pessoas, factores essenciais para o desenvolvimento económico.
Paralelamente, o país regista avanços ao nível institucional, com melhorias na supervisão da segurança operacional e no reforço do posicionamento de Angola em organismos internacionais da aviação civil.
O governante destacou ainda o processo de reestruturação da TAAG – Linhas Aéreas de Angola, centrado no aumento da eficiência, modernização da frota e expansão da conectividade internacional.


Apesar dos progressos, o sector enfrenta desafios globais relevantes, nomeadamente os impactos de conflitos geopolíticos em regiões como a Europa de Leste e o Médio Oriente, que têm pressionado os custos operacionais das companhias aéreas e afectado as cadeias logísticas, sobretudo devido à volatilidade dos preços dos combustíveis.
Ainda assim, o ministro sublinhou que este contexto abre espaço para repensar o modelo de conectividade africano, alinhado com iniciativas como o Mercado Único Africano de Transporte Aéreo, que visa reforçar a integração do continente e estimular o crescimento do sector.
A realização da 75.ª Conferência do Conselho Internacional de Aeroportos de África em Angola é vista como um reconhecimento dos avanços registados no sector da aviação civil e no desenvolvimento das infra-estruturas aeroportuárias.
O evento, promovido pela Airports Council International Africa, reúne até 3 de Abril líderes do sector, decisores políticos e especialistas para debater os desafios e oportunidades da aviação no continente.

