A 14.ª edição da Semana Global do Dinheiro resultou na abertura de cerca de 4.000 contas bancárias e 2.000 contas de moeda electrónica em apenas quatro dias, reforçando o compromisso com a inclusão financeira em Angola.
Os dados foram apresentados pela administradora do Banco Nacional de Angola (BNA), Marília Poças, durante o encerramento do evento, que decorreu entre os dias 16 e 20, em Luanda e em várias províncias do país.
Além da capital, a iniciativa foi realizada em simultâneo nas províncias de Benguela, Cabinda, Cubango, Huambo, Huíla, Malanje, Uíge, Moxico e Cuanza-Norte, abrangendo milhares de participantes.
Segundo dados preliminares, foram realizadas 64 palestras, com a participação de cerca de 15 mil pessoas, distribuídas de forma equilibrada entre homens (49%) e mulheres (51%). Também foram promovidas 30 campanhas de inclusão financeira, resultando ainda na emissão de aproximadamente 200 passes “Gira Mais” para os transportes públicos.
Educação financeira como pilar para o futuro
Durante a intervenção, Marília Poças destacou que o evento permitiu renovar o compromisso com a educação financeira, com especial foco em crianças, adolescentes e jovens.


A responsável sublinhou que capacitar a nova geração com conhecimentos sobre gestão do dinheiro é essencial para promover escolhas conscientes, fortalecer a resiliência das famílias e impulsionar o desenvolvimento sustentável do país.
Num contexto de crescimento dos pagamentos digitais e do consumo online, defendeu que discutir finanças deixou de ser opcional, tornando-se uma necessidade urgente para preparar os jovens para a vida adulta.
Quebrar tabus e promover consciência financeira
A administradora alertou ainda que falar sobre dinheiro continua a ser um tabu em muitas famílias, o que contribui para a falta de preparação financeira na vida adulta.
Segundo explicou, a educação financeira não incentiva o materialismo, mas sim uma relação equilibrada com o dinheiro, encarando-o como uma ferramenta e não como um fim.
Práticas como poupar, planear, investir e consumir de forma responsável foram apontadas como essenciais para garantir segurança financeira e liberdade de escolha.

