Um grupo de países composto pelo Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Holanda, Japão e Canadá emitiu uma declaração conjunta manifestando preocupação com a escalada de tensões no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de petróleo.
Os países condenaram os recentes ataques atribuídos ao Irã contra embarcações comerciais e infraestruturas energéticas, alertando que a situação representa uma ameaça directa às cadeias globais de abastecimento e à estabilidade dos mercados de energia.
Na declaração, as nações afirmam estar preparadas para adoptar medidas que garantam a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz, considerado um ponto crítico para o transporte marítimo internacional de النفط e gás.

O grupo também saudou a decisão da Agência Internacional de Energia de autorizar a libertação coordenada de reservas estratégicas de petróleo, como forma de conter a volatilidade dos preços e assegurar o abastecimento global.
Além disso, os países indicaram que poderão cooperar com produtores de energia para aumentar a produção e mitigar os efeitos da crise nos mercados internacionais.
Tensões com o Irã elevam riscos para o abastecimento global
Os signatários exigem que o Irã cesse imediatamente ataques, ameaças e qualquer tentativa de bloquear a passagem de navios comerciais, sublinhando que a liberdade de navegação é um princípio fundamental do direito internacional.
A declaração alerta ainda que a interrupção do fluxo energético através do Estreito de Ormuz poderá ter impacto directo nas economias globais, especialmente nas mais vulneráveis, ao provocar aumento dos preços da energia e pressão inflacionária.


O agravamento da crise no Estreito de Ormuz aumenta os riscos para o comércio internacional de energia, uma vez que uma parcela significativa do petróleo mundial transita por esta rota. Qualquer perturbação prolongada pode elevar os preços do crude, pressionar a inflação e desacelerar o crescimento económico global, afectando tanto países importadores quanto exportadores.

