A renúncia repentina de Atanu Chakraborty à presidência do HDFC Bank gerou um grande impacto no setor financeiro indiano, resultando em uma queda de US$ 16 bilhões no valor de mercado do banco. Chakraborty alegou divergências em torno de “valores e ética” com a alta administração, especialmente com o CEO Sashidhar Jagdishan.
Fontes indicam que as tensões entre os dois já existiam há algum tempo, principalmente sobre questões estratégicas e políticas de recursos humanos, além de desacordos em relação a uma proposta de investimento do grupo japonês Mitsubishi UFJ.
A fusão do HDFC Bank com a HDFC Ltd em 2023, avaliada em US$ 40 bilhões, trouxe desafios adicionais, como margens comprimidas e crescimento mais lento do que o esperado.
As ações do banco apresentaram um desempenho inferior ao de seus concorrentes, o que intensificou as preocupações sobre a capacidade da instituição em lidar com as mudanças pós-fusão.

A relação empréstimos/depósitos aumentou, forçando o banco a desacelerar o crescimento de seus ativos para estabilizar sua situação financeira, o que afetou diretamente seus resultados.
A saída de Chakraborty e os rumores de disputas internas expuseram falhas na governança do HDFC Bank e levantaram dúvidas sobre a continuidade da liderança de Jagdishan.
As preocupações do mercado foram ampliadas pelo cenário econômico global e pela percepção de uma gestão enfraquecida. Agora, a instituição enfrenta o desafio de restaurar a confiança dos investidores e superar as tensões internas para manter sua posição de liderança no competitivo setor bancário indiano.

