O Presidente da República, João Lourenço, orientou esta quinta-feira a reunião ordinária do Conselho Económico e Social de Angola (CES), centrada na análise de temas estruturantes com impacto directo na economia e no desenvolvimento social do país.
Durante o encontro, foram abordadas questões como o impacto da pobreza em Angola, a implementação de medidas no sistema de ensino com destaque para o meio rural, as reformas no sector da saúde, sobretudo nos cuidados primários, e a valorização do capital humano em diferentes áreas da economia.

Capital humano e serviços sociais no centro da estratégia
A reunião contou com a participação de membros do CES, ministros de Estado, ministros e secretários de Estado, num debate que evidenciou a necessidade de reforçar políticas públicas capazes de melhorar a qualidade de vida da população e, simultaneamente, impulsionar o crescimento económico.
A aposta no ensino, particularmente nas zonas rurais, e o reforço dos serviços de saúde primários foram apontados como factores determinantes para o aumento da produtividade e inclusão social, pilares essenciais para o desenvolvimento sustentável.
Estudos apontam desafios e soluções económicas
O Conselho Económico e Social apresentou dois estudos que identificam os principais desafios socioeconómicos do país, bem como propostas de soluções concretas.
Os documentos suscitaram um amplo debate entre o Executivo e os membros do órgão consultivo, com enfoque na necessidade de acelerar reformas estruturais que promovam a redução da pobreza, o fortalecimento do capital humano e a dinamização da economia nacional.


As matérias analisadas na reunião têm impacto directo no desempenho económico de Angola. A redução da pobreza, aliada à melhoria dos sistemas de educação e saúde, contribui para o aumento da produtividade da força de trabalho e para a criação de um ambiente mais favorável ao investimento.
Especialistas consideram que o reforço do capital humano é um dos principais motores para diversificar a economia, reduzir desigualdades e garantir um crescimento mais inclusivo e sustentável no país.
Pobreza em Angola
Dados recentes indicam que a pobreza continua a ter um impacto estrutural na economia angolana, cerca de 40,6% da população vivia abaixo da linha de pobreza nacional, enquanto a pobreza multidimensional já atingiu 54% dos angolanos, refletindo carências em saúde, educação e condições de vida .
Ao mesmo tempo, programas de reformas sociais como o Kwenda já alcançaram mais de 1,3 milhões de famílias, promovendo transferências monetárias e inclusão produtiva, o que contribui directamente para dinamizar o consumo interno e reduzir vulnerabilidades .
Ainda assim, desafios persistem, Angola figura entre os países com níveis “sérios” de fome, com mais de 22% da população subnutrida, evidenciando a necessidade de acelerar reformas estruturais .
Especialistas apontam que investimentos contínuos em educação, saúde e protecção social são determinantes para aumentar a produtividade, reduzir desigualdades e impulsionar o crescimento económico sustentável no país.

