A República Democrática do Congo lançou uma nova força-tarefa de segurança para o sector mineiro, financiada com cerca de 100 milhões de dólares através de parcerias com os Estados Unidos e os Emirados Árabes Unidos. A iniciativa visa reforçar o controlo estatal sobre zonas de mineração estratégicas e reduzir a insegurança no sector extractivo.
O projecto prevê a criação de uma guarda paramilitar que poderá atingir mais de 20.000 efectivos até 2028, com uma fase inicial operacional já prevista para 2026. A nova estrutura deverá assumir funções actualmente desempenhadas por forças militares, incluindo protecção de minas, transporte de minerais e segurança de cadeias logísticas.


Do ponto de vista económico e empresarial, a medida surge num contexto de forte competição global por minerais críticos como cobalto, cobre e lítio, essenciais para a transição energética e a indústria tecnológica. A maior estabilidade operacional é vista como um factor determinante para atrair investimento estrangeiro no sector mineiro congolês.
A estratégia insere-se também no esforço de diversificação de parcerias internacionais, num momento em que o país procura reduzir vulnerabilidades associadas ao contrabando, à exploração ilegal e à influência de grupos armados em regiões ricas em recursos naturais.


Em termos estruturais, a criação desta força de segurança pode reforçar a confiança dos investidores e melhorar a rastreabilidade da produção mineral, mas levanta também questões sobre governação, coordenação institucional e eficácia na gestão de segurança num dos sectores mais sensíveis da economia congolesa.

