Uma nova unidade industrial de produção de óleos alimentares foi inaugurada esta segunda-feira no município do Hoji Ya Henda, na província de Luanda, num projecto que promete reforçar a produção nacional e gerar centenas de postos de trabalho.
A cerimónia foi presidida pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica, José Lima Massano, que inaugurou uma das maiores unidades industriais do sector alimentar do país pertencente à RAFINOLE.


O projecto está avaliado em cerca de 90 milhões de dólares e já garantiu 130 empregos directos ocupados por cidadãos angolanos. A empresa prevê aumentar esse número para cerca de 400 postos de trabalho até ao final do ano, além de gerar mais de dois mil empregos indirectos.
Indústria nacional e segurança alimentar
Durante a inauguração, o ministro da Indústria e Comércio, Rui Miguêns de Oliveira, destacou que o investimento representa um passo importante para o fortalecimento da economia nacional.

Segundo o governante, o Executivo continua empenhado em desenvolver a cadeia de valor do sector, com foco no aumento da produção de oleaginosas e na integração entre agricultura e indústria.
O objectivo, acrescentou, é reforçar a segurança alimentar do país e ampliar as oportunidades de emprego para os cidadãos.
Capacidade de produção e impacto nos preços
Com a entrada em funcionamento do novo complexo alimentar, a unidade tem capacidade para processar cerca de 400 toneladas de óleo vegetal por dia, incluindo óleo de palma, soja e girassol.
A infraestrutura também conta com linhas de produção para margarina, maionese, condimentos e vinagre.

Parte da capacidade já está em operação e contribuiu para uma redução média de cerca de 25% no preço do óleo alimentar no mercado, segundo os responsáveis pelo projecto.
A iniciativa também deverá impulsionar o surgimento de novas marcas nacionais e reforçar o posicionamento de produtos com o selo Feito em Angola, contribuindo para a competitividade da indústria alimentar do país.

