Uma equipa de fiscalização do Parque Nacional da Quiçama deteve, na madrugada de 13 de Março de 2026, um indivíduo envolvido em práticas de caça furtiva no interior da área protegida, numa operação que evidencia o reforço das acções de controlo e vigilância ambiental no país.
A detenção ocorreu na zona de Capelongo, onde o suspeito foi surpreendido em flagrante após abater ilegalmente seis veados. No local, os fiscais encontraram ainda uma cria de veado viva, sete bambis, uma seixa e um coelho, revelando a dimensão da actividade ilegal e o impacto directo sobre a biodiversidade da reserva.
Durante a operação, foram apreendidos diversos meios utilizados na prática da caça furtiva, incluindo uma viatura Land Rover Defender, facas, um machado, munições por identificar e outros equipamentos, evidenciando um nível de organização que levanta preocupações sobre redes estruturadas de exploração ilegal de fauna.



As autoridades indicam que o detido integrava um grupo de mais de quatro indivíduos, alegadamente ligados a uma fazenda local, que actuavam com armas do tipo AK. Os restantes elementos conseguiram fugir, o que reforça a necessidade de intensificar operações conjuntas para desmantelar grupos organizados que actuam dentro de áreas de conservação.
O Ministério do Ambiente considera a caça furtiva uma ameaça crítica aos esforços de repovoamento animal e preservação dos ecossistemas, sobretudo na Quiçama, uma das principais reservas do país. O Executivo garante o reforço contínuo da fiscalização, com o objectivo de responsabilizar não apenas os executores, mas também eventuais financiadores destas actividades ilegais.

