O Quênia lançou o Conselho Nacional do Fórum Mundial da Agricultura (WAF), numa iniciativa estratégica para posicionar o país como polo africano de inovação agrícola, combinando inteligência artificial e bioengenharia. A medida reforça a ambição de transformar o agronegócio num motor central de crescimento económico, produtividade e atração de investimento.
O novo órgão surge como ponte entre políticas públicas e execução no terreno, num contexto de pressão crescente sobre o sistema alimentar, impulsionado por mudanças climáticas, crescimento populacional e disrupções nas cadeias de abastecimento. A proposta é estruturar fluxos de investimento integrados, capazes de acelerar a modernização agrícola e gerar impacto mensurável na produção e na renda dos agricultores.


A iniciativa está alinhada com a agenda económica nacional e com estratégias continentais de desenvolvimento agrícola, apostando na digitalização do campo e na inovação científica como pilares de competitividade. Tecnologias como análise de dados, IA aplicada ao plantio e sementes adaptadas a condições climáticas adversas deverão impulsionar ganhos de eficiência e resiliência produtiva.
O modelo operacional privilegia parcerias público-privadas, envolvendo governo, investigadores e empresas do agronegócio na criação de soluções escaláveis. A plataforma também pretende facilitar o acesso a financiamento, tecnologia e mercados, reduzindo perdas pós-colheita e aumentando a integração dos produtores nas cadeias de valor.


Com metas até 2028, o Quênia pretende consolidar-se como hub regional de agrotecnologia, atraindo capital internacional e promovendo inovação local. A expectativa é que a combinação entre ciência, investimento e governança acelere a transição para um sistema agrícola mais produtivo, sustentável e orientado ao mercado.

