Angola prepara a primeira edição da Expo-Café, um evento que deverá realizar-se em Setembro deste ano com o objectivo de atrair investimento internacional e impulsionar a cadeia de valor do café no país.
A iniciativa é organizada pelo Ministério da Indústria e Comércio de Angola em parceria com o Ministério da Agricultura e Florestas de Angola, no quadro do programa governamental de relançamento da produção cafeeira nacional.
A informação foi avançada pela secretária de Estado para o Comércio e Serviços, Augusta Fortes, à margem de uma visita à fábrica de café Angonabeiro.

Uíge e Bengo entre as províncias candidatas
Segundo a governante, o evento poderá decorrer nas províncias do Uíge ou do Bengo, regiões que se destacam pela produção do chamado “bago vermelho”, como é conhecido o fruto do café.
A decisão final sobre o local do certame deverá ser anunciada em breve, estando igualmente em análise propostas apresentadas por outras regiões, incluindo Icolo e Bengo.
Fórum do Café quer dar visibilidade ao produto nacional
A Expo-Café será acompanhada pelo Fórum do Café, organizado sob o lema “Café de Angola: Renascer das Origens, Conectando Gerações”.
De acordo com Augusta Fortes, a preparação do evento decorre sob coordenação do ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano.
O objectivo passa por promover a qualidade do café angolano, atrair compradores internacionais e facilitar negociações e intenções de investimento no sector.


A secretária de Estado destacou que o café continua a ser um produto estratégico para o desenvolvimento económico do país, recordando que Angola foi, no passado, um dos maiores produtores mundiais de café.
Segundo explicou, o Governo pretende relançar a produção nacional, diversificar as exportações e reduzir a dependência das importações, através de políticas que estimulem o sector agrícola.
Angonabeiro envolve dezenas de famílias na produção
Durante a visita à fábrica Angonabeiro, a governante enalteceu o trabalho desenvolvido pela empresa, cujo processo de produção envolve mais de 40 famílias ligadas à actividade cafeeira.
Na ocasião, foram observadas as etapas de torrefacção e embalamento do café, bem como os desafios ligados à expansão da produção e ao aumento das exportações.

Segundo dados apresentados, as exportações de café angolano situam-se actualmente em cerca de 20 toneladas, o que reforça a necessidade de simplificar processos e ampliar a presença do produto nacional nos mercados internacionais.

