A Nigéria vai reduzir as tarifas de importação de alimentos, veículos e insumos industriais a partir de 1 de Julho, numa tentativa de conter a inflação e aliviar o custo de vida das famílias.
A medida inclui cortes significativos nas taxas aplicadas ao arroz, açúcar, óleo de palma, veículos de passageiros e materiais de construção, além de isenções totais para veículos eléctricos, autocarros de transporte colectivo e máquinas industriais.

A iniciativa foi anunciada sob orientação do Presidente Bola Ahmed Tinubu, como parte de um pacote de medidas fiscais para estabilizar os preços no mercado interno.
Apesar de a inflação ter recuado para cerca de 15,06% em Fevereiro, após atingir níveis próximos de 33% no final de 2024, os preços continuam elevados, pressionados por factores externos, incluindo tensões geopolíticas.
De acordo com o Banco Mundial, o conflito no Médio Oriente tem contribuído para o aumento dos custos energéticos, agravando a pressão inflacionista no país.


No novo regime, as tarifas sobre veículos de passageiros descem para 40%, o arroz a granel para 47,5%, enquanto o açúcar bruto passa de 70% para níveis entre 55% e 57,5%. O óleo de palma também regista uma redução, de 35% para 28,75%.
Segundo o ministro das Finanças, Wale Edun, o Governo pretende ainda mobilizar apoio financeiro internacional junto do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial para sustentar as reformas económicas em curso.
Desde o início das tensões internacionais, os preços dos combustíveis dispararam no país, com a gasolina a subir mais de 50% e o diesel mais de 70%, afectando directamente sectores como transporte, indústria e pequenas empresas.

