A administradora executiva da Sonangol, Kátia Epalanga, assumiu nesta sexta-feira (6) a gestão da Rede da Muhatu Energy Angola (MEA), durante a segunda assembleia geral da organização realizada no Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás (MIREMPET), em Angola. A nova responsável passa a liderar a rede que congrega mulheres profissionais do sector energético, com o objetivo de fortalecer a participação feminina na indústria.
Ao assumir o cargo, Kátia Epalanga destacou que pretende dar continuidade aos projectos desenvolvidos pela direcção anterior, defendendo uma gestão baseada na colaboração entre o conselho de gestão e as integrantes da rede. A responsável sublinhou que a consolidação da Muhatu depende do trabalho colectivo e da ampliação de programas que promovam capacitação e oportunidades para mulheres no sector.

Durante a intervenção, a nova gestora chamou atenção para os desafios ligados à presença feminina na indústria energética global, onde as mulheres representam cerca de 22% da força de trabalho. Nesse contexto, defendeu maior equidade, inclusão e diversidade, afirmando que o reforço da participação feminina é fundamental para aumentar a competitividade e a inovação no sector energético.
Kátia Epalanga destacou ainda as dificuldades enfrentadas por profissionais que actuam em operações offshore, incluindo desafios logísticos e a necessidade de conciliar a actividade profissional com responsabilidades familiares. Segundo a responsável, competências técnicas, resiliência e inteligência emocional têm sido determinantes para que muitas mulheres superem obstáculos e consolidem carreiras no sector petrolífero e energético.

Na mesma sessão, a gestora cessante da rede, Nicola Mvuayi, administradora executiva da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG), apresentou o balanço do mandato de três anos, destacando iniciativas como programas de estágios profissionais, mentoria, bolsas de estudo e a criação de uma base de dados de profissionais do sector. As acções, segundo a responsável, lançaram bases importantes para fortalecer o empoderamento feminino e ampliar a presença das mulheres na indústria energética angolana.

