O Governo de Angola apresentou oficialmente, em Luanda, a candidatura da Embaixadora Josefa Leonel Correia Sacko ao cargo de Directora-Geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), para o ciclo 2027–2031, numa iniciativa enquadrada na estratégia de reforço da presença africana nas instituições multilaterais. O anúncio foi feito pelo Ministro da Agricultura e Florestas, Isaac Francisco Maria dos Anjos, durante cerimónia realizada no Ministério das Relações Exteriores.
Segundo o Executivo angolano, a candidatura insere-se no reconhecimento da importância estratégica da FAO para o desenvolvimento agrícola global e para a segurança alimentar, destacando o percurso da diplomata como fator determinante para a sua escolha. O Governo sublinha que a experiência acumulada de Josefa Sacko em organizações internacionais reforça a credibilidade da proposta apresentada por Angola.

O Ministro da Agricultura e Florestas destacou que a candidata já desempenhou funções relevantes em diferentes estruturas internacionais, incluindo a representação de Angola na Organização Internacional do Café e o cargo de Comissária da União Africana para Agricultura, Desenvolvimento Rural, Economia Azul e Ambiente Sustentável. Para o governante, esse percurso demonstra capacidade técnica e alinhamento com as prioridades do sector agrícola global.
Durante a apresentação, o Ministro das Relações Exteriores, Téte António, reforçou o perfil técnico e diplomático da candidata, sublinhando a sua experiência em políticas públicas, desenvolvimento sustentável e liderança institucional. O responsável acrescentou que a candidatura representa também um posicionamento estratégico de Angola na defesa de uma maior participação africana nos órgãos de decisão globais.


A própria candidata, Josefa Sacko, apontou como prioridade da sua visão para a FAO a necessidade de descentralização da organização, defendendo maior autonomia das estruturas regionais e sub-regionais.
A diplomata argumenta que esta abordagem permitiria maior eficácia na assistência aos países, com impacto direto no aumento da produtividade agrícola e na redução da má nutrição.
Ao longo da sua carreira, a Embaixadora exerceu funções de relevo em instituições continentais e internacionais, consolidando experiência em políticas agrícolas e cooperação multilateral. A sua candidatura foi formalmente submetida no âmbito da União Africana, em Adis Abeba, reforçando o alinhamento entre a estratégia diplomática de Angola e os esforços africanos de afirmação no sistema internacional.

