O Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) reforçou o seu papel como um dos principais motores financeiros do ecossistema de seguros em Angola ao desembolsar, em 2024, cerca de 411,9 mil milhões de kwanzas em mais de 2,2 milhões de prestações sociais obrigatórias, entre pensões de reforma e sobrevivência.
Os dados, apresentados por Nelson Cândido no boletim oficial da instituição, evidenciam não apenas a dimensão do sistema, mas também o seu impacto directo na estabilidade económica e na previsibilidade financeira das famílias, factores críticos para o fortalecimento do mercado segurador e para a expansão de soluções complementares privadas.


A predominância do sector privado como principal contribuinte com mais de 2 milhões de beneficiários, contra 627 mil do sector público revela uma mudança estrutural relevante para o mercado de seguros, abrindo espaço para produtos híbridos e parcerias entre o sistema público e seguradoras comerciais.
Este cenário cria oportunidades para inovação em seguros de vida, previdência complementar e coberturas de risco laboral, ao mesmo tempo que reforça a necessidade de maior literacia financeira e diversificação de portfólio por parte das empresas, sobretudo num contexto de crescimento da base contributiva e de pressão sobre a sustentabilidade de longo prazo do sistema.


Com cerca de 3 milhões de assegurados num universo de 17 milhões de adultos, o INSS posiciona-se como um dos maiores gestores de risco social do país, funcionando como alicerce para o desenvolvimento do mercado de seguros e resseguros.
Para investidores e operadores do sector, os números indicam um potencial significativo de expansão, sobretudo na criação de produtos que complementem a protecção social obrigatória, aumentem a penetração do seguro e melhorem a resiliência económica.
O volume financeiro mobilizado reforça ainda o papel do sistema como instrumento de estabilização macroeconómica e como catalisador de novos modelos de negócio no sector segurador.

