O Instituto Nacional de Avaliação, Acreditação e Reconhecimento de Estudos do Ensino Superior apresentou, em Luanda, os resultados mais recentes dos processos de avaliação externa e acreditação do ensino superior, num movimento estratégico que reforça a qualidade do capital humano e a competitividade da economia angolana. A cerimónia decorreu na Academia Diplomática Venâncio de Moura, consolidando um ciclo nacional de avaliação que abrangeu cursos de licenciatura em várias áreas do conhecimento.
A iniciativa cobre três frentes principais: cursos de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM), Humanidades, Artes e Ciências Sociais (HASS) e a reavaliação de programas de Medicina e Ciências da Saúde. No total, os dados revelam níveis diferenciados de maturidade académica, com 68% dos cursos STEM acreditados, 89,7% na área da Saúde e 52,5% em HASS, evidenciando avanços importantes, mas também desafios estruturais na harmonização da qualidade formativa entre áreas.


Durante a sessão, o ministro do Ensino Superior, Albano Vicente Lopes Ferreira, destacou que o processo vai além de um exercício regulatório, posicionando-se como uma ferramenta estratégica para alinhar o sistema educativo com padrões internacionais. A avaliação, segundo o governante, fortalece a credibilidade institucional e cria bases sólidas para uma economia orientada ao conhecimento, num contexto global cada vez mais competitivo.
Do ponto de vista empresarial, os resultados funcionam como um indicador relevante para investidores e empregadores, ao oferecer maior previsibilidade sobre a qualidade dos graduados disponíveis no mercado. A acreditação de cursos passa a ser um activo reputacional para instituições de ensino e um critério de decisão para empresas que dependem de competências técnicas qualificadas, sobretudo em sectores críticos como energia, indústria, tecnologia e saúde.
O director-geral do INAAREES, Jesus Tomé, apresentou os dados detalhados do processo, que envolveu centenas de cursos e dezenas de instituições de ensino superior em todo o país, com participação de especialistas nacionais e internacionais.

A iniciativa está alinhada com o Sistema Nacional de Garantia da Qualidade do Ensino Superior, previsto no Decreto Presidencial n.º 306/20, e reforça a transparência no sector. Para o tecido económico, a melhoria contínua da qualidade formativa representa um pilar essencial para a diversificação económica, ao assegurar mão-de-obra qualificada capaz de sustentar inovação, produtividade e crescimento sustentável.
Num cenário de transformação estrutural da economia angolana, a avaliação e acreditação dos cursos assumem-se como instrumentos-chave para reduzir assimetrias de competências, estimular a competitividade das instituições e criar um ambiente mais confiável para parcerias internacionais, financiamento académico e desenvolvimento de novos sectores económicos baseados no conhecimento.

