O Governo da República de Angola manifestou sua profunda preocupação com a escalada do conflito no Médio Oriente, que teve início com os recentes ataques no Irão e as subsequentes retaliações em países vizinhos, como os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita.




Em uma declaração oficial, Angola expressou solidariedade às vítimas e enfatizou a necessidade urgente de diálogo e respeito pelo Direito Internacional para restaurar a paz na região.
Impacto Econômico Global e Africano
A intensificação do conflito no Médio Oriente não afeta apenas a estabilidade regional, mas também tem repercussões significativas nas economias africanas, incluindo Angola.
Especialistas alertam que a situação pode provocar um aumento acentuado nos preços do petróleo, uma vez que o Irão, membro da OPEP, controla uma parte crucial do comércio global de energia, especialmente através do Estreito de Ormuz, onde transita cerca de 20% do petróleo mundial.

A possibilidade de bloqueios ou ataques a infraestruturas energéticas pode levar a uma escalada nos preços do barril, que já começou a reagir, subindo 13% logo na abertura dos mercados após os ataques2.
Consequências para Angola
Como um dos principais produtores e exportadores de petróleo da África, Angola pode enfrentar tanto desafios quanto oportunidades. O aumento dos preços do petróleo pode beneficiar a economia angolana a curto prazo, mas também traz riscos associados à inflação e ao custo de vida, especialmente para os países que dependem da importação de energia.


A escalada dos preços pode impactar diretamente os custos de transporte e os preços de bens essenciais, exacerbando a situação econômica em um continente já vulnerável.
Diante diante do quadro dramático e do alastramento da crise, o Governo de Angola reafirma seu compromisso com a paz e a estabilidade, apelando a todas as partes envolvidas para que priorizem o diálogo e a contenção, visando a cessação imediata das hostilidades.

