O Executivo prevê alocar 10,1 mil milhões de kwanzas ao Fundo Nacional de Emprego de Angola (FUNEA) em 2026, no âmbito de um pacote de medidas económicas e sociais voltadas para a criação de empregos e inclusão dos jovens no mercado de trabalho.
O montante integra o “Orçamento Cidadão” do Ministério das Finanças e está associado ao programa “Emprego e Oportunidades para Jovens”, destinado a cidadãos entre os 16 e os 35 anos.
Paralelamente, o Governo prevê uma linha de financiamento adicional de 15 mil milhões de kwanzas para o reforço da produção nacional e do sector agrícola, como forma de impulsionar a economia.


O FUNEA foi criado como instrumento de promoção do emprego, financiando projectos públicos e privados ligados à formação profissional, autoemprego, micro e pequenas empresas, cooperativas e capacitação profissional.
Apesar da sua importância, o fundo tem sido alvo de críticas devido à diferença entre os valores anunciados e os efectivamente executados, o que levanta dúvidas sobre a sua eficácia prática.
Em 2024, por exemplo, foi anunciada uma capitalização de 500 milhões de dólares, mas a execução inicial terá ficado em cerca de 6 mil milhões de kwanzas, segundo dados divulgados na altura.
Dados institucionais indicam que o FUNEA já apoiou mais de 26 mil cidadãos até 2025, através de iniciativas como formação, estágios, microcrédito e distribuição de kits profissionais no âmbito do programa JOBE Angola.
Apesar da redução da taxa de desemprego para 28,8% em 2025, o nível continua elevado, especialmente entre os jovens, e especialistas defendem que o impacto do FUNEA dependerá sobretudo da execução efectiva dos recursos e da sustentabilidade dos projectos financiados.

