A exportação de café em Angola rendeu mais de 2 milhões de dólares nos primeiros três meses do ano, com o envio de cerca de 3.288 toneladas do produto para mercados como Portugal, Polónia e Itália, num sinal de recuperação progressiva do sector e do seu contributo para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).
Os dados foram avançados pelo director-geral do Instituto Nacional do Café, Vasco Gonçalves, que destacou o aumento consistente da produção, apesar de o país ainda estar abaixo dos níveis históricos. Actualmente, Angola conta com mais de 50 mil hectares cultiváveis de café, com potencial para expansão.


O desempenho das exportações reforça o papel do café como uma das culturas estratégicas para a diversificação da economia angolana, tradicionalmente dependente do petróleo.
O crescimento da produção e das exportações tem impacto directo na geração de receitas externas, dinamização do sector agrícola e criação de empregos, sobretudo em zonas rurais, contribuindo para a redução da pobreza e o fortalecimento da economia real.
Regulamentação europeia pressiona produção sustentável e abre novos desafios
Paralelamente ao crescimento, Angola enfrenta novos desafios impostos pelo mercado internacional, sobretudo pela União Europeia, que implementa regras mais rígidas para a importação de produtos associados ao desmatamento.
Segundo o responsável do Instituto Florestal Europeu, Johann Santana-Garrer, os consumidores europeus exigem cada vez mais produtos sustentáveis, pressionando os países exportadores a adoptarem práticas agrícolas responsáveis.

Em resposta, as autoridades angolanas asseguram que o país está comprometido com a produção sustentável, evitando o desmatamento e alinhando-se às boas práticas agrícolas exigidas pelos mercados internacionais.
A evolução do sector cafeeiro demonstra não apenas a sua relevância económica, mas também a necessidade de equilibrar crescimento com sustentabilidade ambiental.
Ao adaptar-se às novas exigências globais, Angola posiciona-se para fortalecer a sua presença no mercado internacional, garantindo competitividade, aumento das exportações e contribuição mais sólida para o desenvolvimento económico sustentável.

