O Departamento de Justiça dos EUA anunciou que realizou uma operação autorizada judicialmente para desmantelar uma rede global de sequestro de DNS operada por uma unidade de inteligência militar russa. A ação visou interromper atividades de espionagem digital conduzidas pela Unidade 26165 do GRU, ligada ao Estado-Maior russo, que explorava vulnerabilidades em roteadores para monitorar comunicações.
Segundo as autoridades, a rede comprometeu milhares de dispositivos em todo o mundo, permitindo aos hackers filtrar tráfego de dados e identificar alvos estratégicos, incluindo entidades governamentais, militares e infraestruturas críticas. Uma vez selecionados, dados não criptografados como senhas, e-mails e tokens de autenticação eram interceptados, ampliando o alcance da espionagem.
O FBI desempenhou papel central na operação, identificando roteadores comprometidos nos Estados Unidos, recolhendo evidências e bloqueando o acesso dos agentes russos, além de restaurar os dispositivos afetados. A ação, denominada “Operação Mascarada”, contou com a colaboração de parceiros internacionais em cerca de 15 países.


Empresas como Microsoft e Lumen Technologies também contribuíram com análises técnicas, identificando mais de 200 organizações e cerca de 5.000 dispositivos impactados. Segundo especialistas, os alvos incluíam ministérios, forças policiais e provedores de serviços digitais em diversas regiões, como Europa, Ásia e América.
A operação reforça os alertas sobre a crescente sofisticação das campanhas cibernéticas ligadas à Rússia, consideradas uma ameaça persistente à segurança global. Autoridades dos EUA e aliados europeus continuam a monitorar essas atividades, destacando a necessidade de cooperação internacional para mitigar riscos no ambiente digital.

