Um grupo de 12 cidadãos angolanos retidos no Dubai, após o encerramento temporário do aeroporto provocado pela escalada do conflito no Médio Oriente, deverá regressar a Luanda no próximo sábado, num voo da Emirates, segundo informações avançadas à Lusa.
De acordo com Aliondy Garcia, os cidadãos em causa não pertencem à comunidade residente nos Emirados Árabes Unidos, encontrando-se no país apenas em viagens de turismo ou deslocações de curta duração. Entre os afectados estão também dois passageiros cujo destino final era Portugal.
Embora o número de passageiros seja reduzido, o episódio volta a evidenciar a vulnerabilidade das rotas aéreas internacionais a crises geopolíticas e o impacto que estes acontecimentos podem ter na mobilidade de pessoas e nas cadeias económicas associadas ao transporte aéreo. O Aeroporto Internacional do Dubai é um dos principais centros de ligação entre a África, a Ásia e a Europa, funcionando como plataforma estratégica para negócios, turismo e comércio.

Especialistas do sector apontam que interrupções temporárias em hubs internacionais como Dubai podem provocar atrasos logísticos, aumento de custos operacionais e reprogramação de voos, afectando passageiros, operadores turísticos e empresas que dependem de deslocações rápidas para actividades comerciais.
Para Angola, que tem vindo a reforçar as ligações aéreas internacionais e a mobilidade empresarial, episódios desta natureza evidenciam a importância de diversificar rotas e consolidar parcerias com companhias aéreas globais, de modo a garantir maior resiliência no transporte de passageiros e no fluxo de negócios entre continentes.
A expectativa é que o aeroporto do Dubai retome as operações no sábado, permitindo que os passageiros angolanos embarquem no voo da Emirates com destino a Luanda, normalizando assim a situação após vários dias de incerteza para os viajantes.

