O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou uma mudança histórica na produção do papel-moeda, determinando que as futuras notas de dólar passarão a incluir a assinatura do Presidente do país.
A decisão rompe uma tradição de mais de 165 anos, na qual apenas o Secretário do Tesouro e o Tesoureiro dos Estados Unidos assinavam as notas desde 1861, segundo comunicado oficial da instituição.

A nova política começará a ser implementada em junho, com a emissão das primeiras notas de 100 dólares já com a assinatura de Donald Trump. A medida será posteriormente alargada a outras denominações, marcando uma alteração significativa na identidade visual e institucional da moeda norte-americana.
De acordo com o Tesouro norte-americano, a decisão insere-se nas comemorações dos 250 anos da independência dos Estados Unidos, sendo apresentada como um gesto simbólico de valorização da história e das lideranças políticas do país. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que a iniciativa reconhece “as conquistas históricas” da nação e do atual presidente.

Do ponto de vista institucional e financeiro, a alteração representa também uma redefinição do peso simbólico da autoridade presidencial no sistema monetário, aproximando ainda mais a figura do chefe de Estado de um dos principais instrumentos de soberania económica dos EUA. A decisão deverá ter impacto sobretudo no plano simbólico e político, sem alterar o valor intrínseco ou funcional da moeda.
Nos últimos meses, esta iniciativa tem sido acompanhada por outras ações de reforço da presença simbólica de Trump em instituições públicas, incluindo a aprovação de uma moeda comemorativa em ouro com a sua imagem e a renomeação de edifícios como o Kennedy Center, em Washington. Na Florida, discute-se ainda a alteração do nome do Aeroporto Internacional de Palm Beach.
A introdução da assinatura presidencial nas notas de dólar marca, assim, uma mudança relevante na tradição monetária dos Estados Unidos, num momento em que o país reforça a utilização de símbolos institucionais como parte da sua estratégia de afirmação política e histórica.

