O Banco Nacional de Angola revelou que o crédito bruto ao sector não financeiro atingiu 9,0 biliões de kwanzas em março de 2026, registando uma expansão anual de 16,4%, equivalente a um aumento de 1,3 biliões kz, segundo o relatório da instituição.
Em termos de mercado de capitais, este desempenho reforça a perceção de maior liquidez no sistema financeiro de Angola, com o crédito em moeda nacional a crescer 17,0% para 7,2 biliões kz, sinalizando maior estabilidade e capacidade de financiamento da economia real.
A estrutura do endividamento evidencia um reforço do papel do sector privado, que atingiu 7,6 biliões de kwanzas, impulsionado pelas empresas não financeiras, enquanto os particulares registaram um crescimento mais acelerado de 16,5%, refletindo maior consumo e inclusão financeira.


O sector público também aumentou o seu nível de endividamento para 1,4 biliões kz. Para os mercados, este equilíbrio entre crédito público e privado indica uma fase de maior alavancagem económica, com impacto direto na avaliação de risco, na precificação de ativos e na confiança dos investidores institucionais.
No segmento produtivo, o crédito ao sector real da economia atingiu 2,0 biliões de kwanzas, com forte crescimento na indústria extractiva (+55,9%) e expansão na indústria transformadora e agricultura.

O financiamento ao abrigo do Aviso 10/2024 representou 69,4% do total destinado ao sector real, reforçando a orientação de políticas públicas para setores estratégicos.
Para o mercado de capitais, estes dados sinalizam oportunidades de valorização em cadeias produtivas estruturantes, com potencial de impacto positivo no crescimento económico, na geração de emprego e na consolidação da base industrial do país.

