O crédito bruto ao sector não financeiro em Angola atingiu 9 biliões de kwanzas (cerca de 9,2 mil milhões de dólares) em Fevereiro, registando um crescimento homólogo de 19%, segundo dados do Banco Nacional de Angola. A evolução foi impulsionada sobretudo pelo aumento do endividamento do sector privado.

De acordo com a nota estatística, o sector privado que inclui empresas e particulares, representa 85% do total do crédito, enquanto o sector público responde por 15%. O aumento global corresponde a cerca de 1,4 bilião de kwanzas face ao período homólogo, reflectindo uma maior procura por financiamento na economia nacional.
O stock de crédito em moeda nacional fixou-se em 7,2 biliões de kwanzas, equivalente a cerca de 7,4 mil milhões de dólares, o que representa um crescimento de 18,6%. No sector público não financeiro, o endividamento atingiu 1,4 bilião de kwanzas, com maior peso da administração pública, seguida das empresas estatais.

Já o sector privado registou um crescimento de 14,7%, passando para 7,7 biliões de kwanzas. As empresas privadas não financeiras concentraram a maior fatia, com 5,9 biliões de kwanzas, enquanto os particulares totalizaram 1,8 bilião, evidenciando o reforço do consumo e do investimento privado na economia.
O crédito dirigido ao sector real da economia atingiu 2,1 biliões de kwanzas, com crescimento de 30% em termos homólogos, destacando-se a indústria extractiva como um dos principais motores da expansão, com aumento superior a 226 mil milhões de kwanzas.

