O principal corredor utilizado para a exportação de cobre, cobalto e outros minerais da República Democrática do Congo deverá reabrir na terça-feira, depois de fortes chuvas terem danificado uma estrada e interrompido o tráfego no fim de semana, segundo o ministro das Infraestruturas da Zâmbia.
A circulação pela passagem de Kasumbalesa — a mais movimentada para o escoamento dos metais congoleses, sobretudo com destino à China e aos Estados Unidos — foi suspensa no domingo, após parte da via ter sido arrastada pelas chuvas. O ministro Charles Milupi indicou que, enquanto decorrem os trabalhos de reparação, os operadores logísticos podem recorrer a rotas alternativas, como Mokambo, em Mufulira, ou Sakanya, perto de Ndola.


O Congo é o maior produtor africano de cobre e o segundo maior produtor mundial, além de liderar a produção global de cobalto, respondendo por mais de 70% da oferta mundial — mineral essencial para baterias e para a transição energética. Apesar da interrupção temporária, nenhuma empresa mineira reportou até agora retenções significativas de carregamentos.

Entre os principais operadores no país destacam-se a chinesa CMOC, a multinacional suíça Glencore, a canadiana Ivanhoe Mines e o Eurasian Resources Group.
O incidente volta a expor uma fragilidade antiga: a dependência de infraestruturas críticas num dos corredores logísticos mais importantes para o fornecimento global de minerais estratégicos.

