A Rio Tinto suspendeu temporariamente as operações nas minas de bauxita de Amrun e Andoom, no norte de Queensland, após a passagem do ciclone tropical Narelle pelo nordeste da Austrália, numa decisão que poderá ter impacto na cadeia global de produção de alumínio.
As duas minas têm uma capacidade conjunta de cerca de 30 milhões de toneladas métricas de bauxita por ano, matéria-prima essencial para a produção de alumínio, amplamente utilizado nas indústrias automóvel, construção e embalagens.


A paralisação ocorre num momento sensível para o mercado de matérias-primas, podendo reduzir temporariamente a oferta de bauxita e exercer pressão sobre os preços internacionais do alumínio, caso a interrupção se prolongue.
A empresa activou os seus planos de resposta a ciclones, priorizando a segurança dos trabalhadores e a protecção das infraestruturas.
Condições climáticas extremas forçam medidas de segurança e impactam acções
O ciclone Narelle atingiu a região com ventos fortes, chuvas intensas e cortes de energia, levando as autoridades a alertarem a população para permanecer em casa e preparar-se para possíveis danos.

Após o anúncio, as acções da Rio Tinto registaram uma queda de até 4%, reflectindo a preocupação dos investidores com o impacto da paralisação nas operações e nos resultados da empresa.
A suspensão das actividades evidencia a vulnerabilidade das cadeias de produção a eventos climáticos extremos, num contexto em que fenómenos naturais têm afectado cada vez mais o sector mineiro. A eventual redução da oferta pode influenciar os preços do alumínio no mercado global, com repercussões em diversas indústrias dependentes deste recurso.

