A China anunciou disposição para cooperar com os países africanos no enfrentamento dos impactos económicos provocados pelo conflito no Oriente Médio, numa altura em que várias economias do continente sofrem pressão com a alta dos combustíveis, inflação e fragilidade cambial.
A posição foi transmitida pelo presidente chinês, Xi Jinping, durante encontro em Pequim com Daniel Chapo, segundo informações divulgadas pela imprensa estatal chinesa. Xi defendeu uma resposta conjunta entre China e África para mitigar riscos económicos, promover estabilidade e impulsionar o desenvolvimento.

O agravamento da tensão no Oriente Médio tem aumentado o preço internacional do petróleo e elevado custos logísticos globais, cenário particularmente sensível para países africanos dependentes da importação de combustíveis e de cadeias externas de abastecimento.
Em muitas economias africanas, o encarecimento da energia tende a repercutir rapidamente nos preços dos alimentos, transportes e bens essenciais, pressionando orçamentos públicos já limitados. Países com forte dependência externa, como a República Democrática do Congo, surgem entre os mais vulneráveis ao actual choque energético.


Além da dimensão económica, a crise também reforça o peso estratégico de África nas rotas globais de comércio e energia. Corredores ligados ao Mar Vermelho, Canal de Suez e Djibuti ganham relevância crescente à medida que operadores internacionais procuram alternativas logísticas diante da instabilidade no Golfo.
Para a China, o apoio a África combina interesses diplomáticos e económicos. Pequim aprofunda influência no continente, protege cadeias comerciais e reforça parcerias num momento em que a competição geopolítica global se intensifica.

