O Executivo angolano, sob a liderança do Presidente João Manuel Gonçalves Lourenço, está a implementar políticas estruturantes para enfrentar os desafios da seca cíclica nas províncias do Sul do País, com enfoque na construção da Barragem do Bero, localizada na província do Namibe. Este projeto estratégico é não apenas uma resposta às questões hídricas, mas também uma oportunidade de impulsionar o desenvolvimento econômico regional e fortalecer a segurança hídrica, um aspecto crucial para qualquer investimento sustentável na área.
A Barragem do Bero, com uma cabida estimada de 81,4 milhões de metros cúbicos de água, promete transformar a realidade agrícola local ao permitir a irrigação de cerca de 1.417 hectares de terras aráveis. Este aumento na capacidade de irrigação é um fator vital para o crescimento da produção agrícola, essencial para o fortalecimento da segurança alimentar e a revitalização do setor agropecuário, que, por sua vez, traz benefícios diretos e indiretos para a economia regional, estimulando a atividade comercial e a atração de investimentos.


Além de reforçar a produção agrícola, a infraestrutura contribuirá significativamente para o abastecimento público, melhorando o sistema de captação, tratamento e distribuição de água potável, diretamente impactando a cidade de Moçâmedes. Com a meta de universalizar o acesso à água, este projeto alinha-se com políticas nacionais de saúde pública e qualidade de vida, resultando em um aumento no bem-estar da população, fator que, consequentemente, atrai investimentos e potencializa negócios na área.
Outro aspecto notável deste projeto é a criação de oportunidades de emprego, com a absorção direta de aproximadamente 5.500 jovens. Esse componente social é vital para fomentar o desenvolvimento sustentável, pois capacita a mão de obra local e fortalece a economia, refletindo um compromisso do Executivo com um progresso equitativo e inclusivo. O início das obras em março de 2025, com previsão de conclusão em março de 2028, é um sinal promissor para o futuro econômico da região, além de demonstrar a eficácia na execução de projetos de grande escala.

No âmbito do Programa de Combate aos Efeitos da Seca no Sul de Angola (PCESSA), a recuperação de 43 barragens e a projeção de cinco novas infraestruturas hidráulicas nas bacias do Giraul, Curoca, Bentiaba, Inamangando e Carunjamba estão em andamento. Este amplo programa, que beneficiará mais de 2 milhões de cidadãos até 2027, está preparado para armazenar cerca de 600 milhões de metros cúbicos de água, além de irrigar mais de 46.000 hectares e implementar 90.000 ligações domiciliárias, 3.200 chafarizes e 125 chimpacas. Com isso, o Executivo reitera o seu compromisso com a sustentabilidade, resiliência climática e um desenvolvimento inclusivo no Sul de Angola, garantindo que a prosperidade econômica seja uma realidade tangível para todos.

