A Anthropic intensificou a sua ofensiva institucional junto ao governo dos Estados Unidos, numa tentativa de recuperar espaço estratégico após tensões com o Pentágono, num momento em que a inteligência artificial se afirma como ativo crítico para segurança e defesa.
O CEO Dario Amodei deverá reunir-se com a chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles, sinalizando uma reaproximação política num contexto de disputa por contratos governamentais de alto valor e influência.


No centro das negociações está o modelo de IA “Mythos”, que se destaca pelas suas capacidades avançadas em cibersegurança, especialmente na prevenção e resposta a ameaças digitais, tornando-se altamente relevante para aplicações em agências federais e estruturas militares.
O interesse governamental reflete uma mudança de posicionamento estratégico, com entidades como o Tesouro e o Departamento de Estado a solicitarem acesso e informações sobre a tecnologia, evidenciando o potencial do sistema para integração em operações críticas do Estado.
Apesar desse avanço, a relação com o Pentágono permanece fragilizada após disputas contratuais que levaram ao corte de ligações comerciais, abrindo espaço para concorrência entre empresas de IA que procuram assegurar contratos no setor da defesa.

Do ponto de vista económico e geopolítico, a disputa evidencia a crescente corrida tecnológica entre potências globais, com os EUA a reforçarem investimentos em inteligência artificial para manter vantagem competitiva face à China, tornando empresas como a Anthropic peças-chave na redefinição do equilíbrio tecnológico e militar global.

