Angolano está a mobilizar investidores para apoiar a expansão da rede de plataformas logísticas destinadas a impulsionar a produção nacional ao longo do Corredor do Lobito, uma infra-estrutura considerada estratégica para o comércio regional e a diversificação económica do país.
O convite foi feito esta sexta-feira, em Lisboa, pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, durante a conferência Radar África: Os Caminhos de Angola, dedicada à análise das oportunidades económicas e de investimento no país.
Na ocasião, o governante explicou que a primeira plataforma logística será instalada na Caála, na província do Huambo, com financiamento do Banco Mundial. O projecto integra um plano mais amplo de criação de infra-estruturas de apoio à produção e distribuição de bens agrícolas e industriais.

Segundo José de Lima Massano, quando estiver plenamente operacional, o Corredor do Lobito permitirá estabelecer uma ligação logística entre o Oceano Atlântico e o Oceano Índico, criando rotas comerciais mais eficientes e competitivas para exportações e importações na região da África Austral e Central.
“O corredor vai ter, em pleno funcionamento, a vantagem de promover o desenvolvimento não apenas nas áreas por onde passa, mas também nas comunidades envolventes, que terão acesso a mais oportunidades económicas”, afirmou.
O governo prevê a construção de seis plataformas logísticas distribuídas em dois grupos. O primeiro será composto por plataformas de apoio à produção agrícola, incluindo as infra-estruturas da Caála, Arimba, na Huíla, e do Lombe, na província de Malanje. O segundo grupo integra plataformas localizadas em zonas fronteiriças estratégicas, nomeadamente Luau, no Moxico, Luvo e Soyo, na província do Zaire.

O ministro recordou ainda que o Corredor do Lobito é um projecto estruturante que envolve directamente Angola, a República Democrática do Congo e a Zâmbia, países que deverão beneficiar da melhoria das ligações ferroviárias e logísticas para escoamento de mercadorias e matérias-primas.


A iniciativa conta com o apoio de vários parceiros internacionais, entre os quais os Estados Unidos da América, a União Europeia e instituições financeiras multilaterais africanas, que estão a investir no desenvolvimento da infra-estrutura ferroviária e logística associada ao corredor.
A conferência Radar África – Os Caminhos de Angola foi concebida como uma plataforma de reflexão estratégica sobre o futuro económico e institucional do país, reunindo decisores políticos, investidores e especialistas para debater oportunidades de investimento, integração regional e diversificação da economia angolana.
Fonte: Governo de Angola

