Angola poderá deixar de gastar cerca de 400 milhões de dólares na importação de carne de porco com a implementação de um plano de produção de gado suíno em larga escala no país.
A informação foi avançada em Luanda pelo empresário Leonel Prata, à margem de um seminário interprovincial de agro-pecuária, onde foram discutidos temas ligados à produção de leitões e ao desenvolvimento da cadeia de valor da carne suína.
Segundo o especialista, o reforço da produção nacional poderá permitir ao país reduzir significativamente a dependência das importações, criando ao mesmo tempo novas oportunidades económicas no sector agro-pecuário.
Produção local pode inverter actual cenário de importação
Durante a apresentação do tema “Suinicultura Moderna em Angola: Oportunidades, Desafios e Lucros Reais”, Leonel Prata defendeu que o país deve apostar seriamente na produção local de carne de porco, aproveitando o potencial existente.

De acordo com o empresário, o objectivo deve passar por substituir progressivamente as importações e, no futuro, criar condições para exportar carne suína, transformando o sector numa fonte adicional de receitas para a economia nacional.
Governo apoia pequenos produtores
O empresário revelou também que o Governo angolano já dispõe de planos de financiamento destinados a apoiar pequenos produtores de suínos, incentivando a criação de explorações de pequena e média dimensão.
Segundo explicou, estes programas permitem que suinicultores iniciem a actividade com pequenas produções, aumentando gradualmente a capacidade produtiva.
Desde o ano passado que existe apoio financeiro em condições que considero excelentes, permitindo a criação de suínos em quantidade e qualidade”, afirmou.
Actividade exige investimento elevado


Apesar do potencial económico, Leonel Prata alertou que a suinicultura moderna exige investimentos consideráveis, sobretudo em infra-estruturas, alimentação animal, assistência veterinária e tecnologia de produção.
Ainda assim, destacou que, com planeamento adequado e apoio institucional, o sector pode tornar-se uma importante alternativa para diversificação da economia angolana, reduzindo importações e estimulando a produção agrícola nacional.

