Mais de 18 mil metros cúbicos de madeira da espécie mussivi, apreendidos há mais de um ano, começaram a ser entregues à indústria nacional, numa iniciativa que visa dinamizar a transformação interna e reforçar a capacidade produtiva do país.
A operação decorre no Entreposto de Produtos Florestais de “Maria Teresa”, na província do Icolo e Bengo, e marca o início de um processo de reaproveitamento de recursos anteriormente destinados à exportação.
A entrega formal da madeira foi orientada pelo ministro da Agricultura e Florestas, Isaac dos Anjos, que destacou que a medida pretende impulsionar a indústria transformadora, convertendo matéria-prima em bens essenciais como mobiliário escolar, hospitalar e doméstico.
A primeira empresa beneficiária é a Hipermáquinas Angola, responsável por transformar a madeira em carteiras, mesas, prateleiras, portas, janelas e outros equipamentos destinados a instituições públicas e privadas.


Segundo o ministro, este é apenas o arranque de um processo mais amplo, que deverá envolver outras empresas nacionais interessadas na transformação da madeira, contribuindo para a revitalização do sector madeireiro e para a substituição de importações.
Temos uma providência cautelar de duas empresas chinesas, os lotes que estão sobre a providência cautelar vão ser aí mantidos para se continuar o processo judicial, mas apenas estamos aqui a dizer que nada disso nos vai travar, o objectivo tem que ser o da restauração da indústria madeireira nacional”, afirmou.
O governante reforçou ainda que a proibição da exportação de madeira bruta obriga à sua transformação local.


O ministro declarou que estavam registados 18 mil metros cúbicos de madeira e que existia ainda madeira de outras espécies e variedades não incluídas no pressuposto da obrigatoriedade de entrega para transformação na indústria. Acrescentou que o mais importante era que esses 18 mil metros cúbicos começaram a ser entregues naquele mesmo dia, sublinhando o impacto imediato da medida na economia real.

