Em janeiro de 2026, a dinâmica do mercado de petróleo bruto sofreu uma mudança significativa com a queda de 47% nas importações de petróleo da Nigéria para os Estados Unidos. As importações nigerianas caíram de 3,149 milhões de barris em dezembro de 2025 para apenas 1,664 milhão de barris em janeiro, refletindo uma diminuição no valor das exportações de US$ 217 milhões para US$ 116 milhões.
Essa queda ocorre em um contexto de desaceleração das importações gerais de petróleo dos EUA e de uma crescente competição no mercado africano, onde Angola e Gana vêm ganhando participação, enquanto a Nigéria perde terreno.
O mercado de petróleo nos EUA tem se tornado mais competitivo, com Angola aumentando suas exportações de 575 mil barris para 2,062 milhões de barris entre dezembro e janeiro. Gana também se destacou, exportando 738 mil barris em janeiro, após um mês sem registros significativos.


Essas mudanças refletem não apenas o aumento da produção nesses países, mas também um reposicionamento estratégico para atender à demanda americana, enquanto a Líbia viu suas exportações cair drasticamente.
Apesar da queda nas exportações, a Nigéria permanece como uma potência produtora de petróleo na África, com uma produção de 1,64 milhão de barris por dia em janeiro de 2026. No entanto, esse aumento na produção não foi suficiente para evitar a queda nas exportações para os EUA.
Em termos financeiros, a Nigerian National Petroleum Company Limited (NNPCL) registrou um lucro líquido de ₦385 bilhões, mas viu uma queda nas receitas, o que evidencia a volatilidade do mercado e os desafios econômicos enfrentados pela Nigéria, exacerbados por fatores políticos e tarifas comerciais.


Com as exportações nigerianas para os EUA em declínio, Angola e Gana estão se destacando como novos fornecedores estratégicos, ampliando sua participação no mercado e oferecendo uma alternativa mais competitiva.
No entanto, a queda nas importações nigerianas também aponta para a necessidade de uma revisão nas políticas comerciais e logísticas da Nigéria, que, apesar de sua crescente produção, não conseguiu manter sua fatia no mercado global de petróleo diante da pressão de outros produtores africanos.

