O reforço da cooperação entre Angola e parceiros chineses no setor das energias renováveis está a abrir caminho para a possível criação de uma cadeia industrial de polissilício e produção de painéis solares no país, num movimento alinhado com a estratégia de diversificação económica e transição energética.
Do ponto de vista empresarial, a proposta assenta na transformação de recursos minerais abundantes, como silício e quartzo, em produtos de maior valor acrescentado, reduzindo a dependência da exportação de matérias-primas brutas. Este modelo industrial integrado é considerado essencial para posicionar Angola em segmentos mais avançados da cadeia global de energia solar.


A iniciativa prevê a instalação de unidades industriais capazes de produzir polissilício em território nacional, com potencial expansão para a fabricação de painéis solares. Este passo permitiria não apenas captar investimento estrangeiro, mas também desenvolver competências técnicas locais e impulsionar a industrialização do setor energético.
No plano tecnológico e competitivo, a parceria com empresas chinesas do setor de energia limpa traz consigo transferência de conhecimento, acesso a tecnologia consolidada e ganhos de escala produtiva. A experiência da China na indústria solar é vista como um fator determinante para acelerar a viabilidade económica dos projetos em Angola.

A médio prazo, a concretização desta cadeia produtiva poderá fortalecer a posição do país na economia verde global, criando empregos qualificados, aumentando a capacidade industrial interna e contribuindo para uma matriz energética mais sustentável e diversificada.

