Angola arrecadou 12 milhões de dólares em 2025 com a venda de café, segundo dados apresentados pelo director-geral do Instituto Nacional do Café (INCA), Vasco Gonçalves.
A informação foi divulgada em Luanda à margem de um workshop sobre o novo regulamento da União Europeia relativo a Produtos Livres de Desflorestação e as suas implicações para o sector agrícola.
De acordo com o responsável, Angola produziu cerca de 10.500 toneladas de café comercial em 2025, tendo exportado 3.288 toneladas, sobretudo para países da União Europeia.
Entre os principais destinos do café angolano destacam-se Portugal, Polónia e Itália.
País ainda está longe do seu potencial de produção
Apesar dos resultados, Vasco Gonçalves reconheceu que Angola ainda produz muito abaixo do seu potencial, mas considera que o país está no caminho certo para recuperar a relevância histórica no mercado cafeeiro.
“Angola tem uma margem de progressão muito grande”, afirmou o responsável.
Segundo explicou, o Governo tem apostado na organização do sector e na adopção de boas práticas agrícolas, de modo a aumentar a produção e garantir conformidade com as exigências internacionais.


Produção deve respeitar regras ambientais internacionais
Durante o workshop, foi discutido o novo regulamento da União Europeia sobre produtos livres de desflorestação, que estabelece regras mais rigorosas para a entrada de produtos agrícolas no mercado europeu.
A nova legislação visa impedir que produtos como café, cacau e soja provenientes de áreas desmatadas sejam comercializados no bloco europeu.
No encontro, os participantes foram incentivados a produzir de acordo com as normas ambientais e de sustentabilidade, alinhando a produção agrícola nacional com as exigências internacionais.
Principais zonas de produção de café em Angola
Segundo o director-geral do Instituto Nacional do Café (INCA), a produção de café robusta concentra-se sobretudo nas províncias do Uíge, Malanje, Cuanza Norte, Cuanza Sul e Bengo.
Já o café arábica é produzido principalmente nas províncias do sul do país, como Benguela, Huíla, Bié e Huambo.

União Europeia reforça regras contra desflorestação
Durante o encontro, o representante do Instituto Florestal Europeu, Edwin Santana Garder, explicou que o Regulamento sobre Produtos Livres de Desflorestação pretende garantir que os consumidores europeus não adquiram produtos provenientes de áreas recentemente desmatadas.
A medida integra a estratégia ambiental da União Europeia para combater a desflorestação global e promover cadeias de produção mais sustentáveis.

