Angola está a reforçar a sua estratégia de diversificação económica com a aposta na produção de café arábica, envolvendo várias regiões da província do Bié, nomeadamente Catabola, Nharêa, Ringoma e Chitembo.
O programa, coordenado pelo Instituto Nacional do Café, tem como principal objectivo aumentar a produção e qualidade do café arábica, criando condições para a exportação em grande escala para mercados internacionais.
A iniciativa prevê que o escoamento da produção seja feito através do Corredor do Lobito, uma infra-estrutura considerada estratégica para o comércio e logística, facilitando o acesso aos mercados externos.
Com duração de quatro anos, o projecto deverá envolver cerca de 10 mil produtores nas zonas rurais, promovendo a inclusão económica e o fortalecimento das comunidades agrícolas.


Além de aumentar a produção, o plano visa transformar o café arábica numa cultura de rendimento sustentável, capaz de gerar emprego e melhorar as condições de vida das famílias envolvidas no processo produtivo.
O modelo inicial prevê a exploração de três hectares por produtor, incluindo a criação de campos de demonstração com técnicas modernas de cultivo, o que permitirá melhorar a produtividade e a qualidade do produto final.
O projecto conta ainda com financiamento garantido e apoio técnico especializado, assegurando a evolução das pequenas produções para modelos mais estruturados, como empresas familiares com maior capacidade produtiva.
Com esta aposta, Angola procura reposicionar-se no mercado internacional do café, valorizando um produto historicamente relevante e criando novas oportunidades económicas nas zonas rurais.

