O Governo de Angola deu início ao concurso público internacional para a concessão do Terminal de Águas Profundas do Caio, numa iniciativa liderada pelo ministro dos Transportes, Ricardo D’Abreu, com o objetivo de atrair operadores globais e impulsionar a competitividade do sector portuário nacional.
A concessão, com duração de 20 anos, abrange a exploração, gestão e manutenção da infraestrutura, incluindo a utilização de bens do domínio público portuário. As propostas poderão ser submetidas até 27 de julho de 2026, num processo que visa selecionar parceiros com capacidade técnica, robustez financeira e experiência comprovada na gestão de grandes terminais internacionais.
Inserido na estratégia de modernização do sector dos transportes, o projecto pretende posicionar Angola como um hub logístico relevante na África Central, promovendo eficiência operacional e integração nas cadeias globais de abastecimento. A iniciativa reforça ainda o compromisso com a transparência e a competitividade na gestão de ativos públicos.


Localizado a cerca de oito quilómetros da cidade de Cabinda, o Terminal do Caio apresenta características estruturais que o colocam entre os mais ambiciosos projetos portuários da região. A infraestrutura inclui 32 hectares de área operacional, 700 metros de cais, um canal com 15,5 metros de profundidade e capacidade para receber navios de até 5.000 TEU.
O posicionamento geográfico estratégico, próximo da República do Congo e da República Democrática do Congo, permite ao terminal atuar como ponto-chave na consolidação de fluxos logísticos regionais, facilitando o comércio transfronteiriço e a integração económica entre mercados vizinhos.

Do ponto de vista económico, o projeto tem potencial para gerar impactos significativos, incluindo a criação de empregos diretos e indiretos, dinamização da economia local e aumento da capacidade de movimentação de cargas. A infraestrutura é desenvolvida pela Caioporto em parceria com a Empresa Portuária de Cabinda.
O processo de seleção dará prioridade à qualidade das propostas técnicas, incluindo planos de desenvolvimento e operação, bem como à proposta financeira apresentada pelos concorrentes. A iniciativa marca um passo estratégico na atração de investimento estrangeiro e na consolidação de Angola como plataforma logística regional.

