A TotalEnergies registou um aumento de 29% nos lucros do primeiro trimestre de 2026, atingindo 5,4 mil milhões de dólares, superando as expectativas do mercado e beneficiando da subida dos preços do petróleo e do forte desempenho das operações de trading em meio à crise energética global.
O resultado ficou acima das previsões dos analistas, que apontavam para cerca de 5 mil milhões de dólares, refletindo o impacto direto da volatilidade dos mercados energéticos, impulsionada pelo conflito no Médio Oriente e pelas restrições no Estreito de Ormuz, que continuam a pressionar a oferta global.


Apesar das interrupções que afetaram cerca de 15% da produção upstream, a empresa conseguiu compensar perdas operacionais com ganhos robustos em refinação, comercialização e trading de petróleo. O segmento de refino e produtos químicos destacou-se ao mais que quintuplicar os lucros, atingindo 1,6 mil milhões de dólares no trimestre.
Outros segmentos também registaram crescimento, com exploração e produção a subir 5% para 2,58 mil milhões de dólares, enquanto o negócio de gás natural liquefeito avançou 2%, para 1,3 mil milhões. Já a área de marketing e serviços cresceu 9%, e o segmento de energia integrada — que inclui renováveis e geração elétrica — aumentou 8%.


O desempenho da TotalEnergies acompanha a tendência de outras grandes petrolíferas europeias, como a BP, que também reportaram ganhos expressivos impulsionados pela volatilidade dos preços e aumento das margens de trading.
O contexto geopolítico continua a ser determinante para o setor, com ataques a infraestruturas energéticas no Médio Oriente e disrupções no fornecimento global a elevarem os preços do crude para níveis próximos de máximos recentes. Neste cenário, a capacidade de trading e diversificação operacional das grandes petrolíferas tem sido crucial para sustentar resultados.

