A produção de cobre no Chile registou uma queda de 9,04% em Março deste ano, em comparação com o mesmo período de 2025, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). O país produziu 434.314 toneladas métricas do metal, abaixo das 477.464 toneladas registadas no ano anterior.
O cobre continua a ser um dos principais pilares da economia chilena e é amplamente utilizado como indicador da actividade económica mundial, devido à sua importância para sectores como construção, tecnologia, energia e indústria automóvel.
Além da redução na produção mineira, o Chile também verificou uma queda de 4,5% na produção industrial durante o mês de Março, desempenho considerado inferior às expectativas do mercado financeiro.


Segundo o INE, a desaceleração industrial foi influenciada principalmente pela diminuição da produção alimentar, que teve impacto significativo no comportamento geral da indústria nacional.
Os números divulgados ficaram abaixo das previsões dos analistas consultados pela Reuters, que estimavam uma redução industrial mais moderada, próxima de 1%.
A queda da produção de cobre ocorre num momento em que a procura global pelo metal continua elevada, impulsionada pela expansão da transição energética, produção de veículos eléctricos e desenvolvimento de infra-estruturas tecnológicas.

Especialistas alertam que oscilações na produção chilena podem afectar os preços internacionais do cobre, tendo em conta o peso do país no fornecimento global do metal vermelho.
Os dados agora divulgados reforçam os sinais de desaceleração económica no Chile e aumentam a atenção dos mercados sobre o desempenho do sector mineiro latino-americano nos próximos meses.

