As autoridades angolanas intensificaram o combate à exploração ilegal de ouro na província da Huíla, depois de uma operação policial ter retirado cerca de 34 mil garimpeiros das zonas mineiras da Capama, Caale e Leaupupa, nos arredores do município do Dongo.
A operação, denominada “Quebra Mola”, foi conduzida pelo Comando Provincial da Polícia e teve como foco o desmantelamento de grupos envolvidos na exploração clandestina de minerais estratégicos, actividade considerada de elevado risco para a segurança pública e para a preservação dos recursos naturais.
Segundo o chefe de Operações do Comando Provincial da Polícia na Huíla, superintendente Elizeu Justo, a intervenção procurou igualmente prevenir acidentes e perdas humanas associados às condições precárias em que decorrem as escavações ilegais.


Durante a operação, as autoridades apreenderam diversos equipamentos utilizados no garimpo artesanal, incluindo balanças de pesagem de ouro, armas de fogo, materiais de perfuração e instrumentos usados no processamento ilegal do minério.
As forças da ordem indicaram ainda que as acções de patrulhamento e fiscalização vão continuar por tempo indeterminado, numa estratégia orientada para reduzir a exploração ilegal de ouro e combater outros crimes associados, como o furto de gado e actividades ilícitas em zonas remotas da província.
A operação “Quebra Mola”, iniciada a 21 deste mês nos municípios do Dongo e da Jamba Mineira, deverá ser alargada a outras regiões da Huíla onde existam indícios de exploração mineira ilegal. As autoridades defendem que o controlo destas actividades é essencial para proteger a economia formal, reforçar a arrecadação fiscal e limitar práticas clandestinas ligadas ao sector mineiro.

